terça-feira, 26 de maio de 2009

Dia 15 – 16/jan/2009





Este dia foi longo, mas reduzido de ações. Acordamos cedo, um café da manhã caprichado e partimos rumo ao Parque Nacional Los Glaciares.


No caminho, uma maravilhosa estrada. Muito vento, como de costume, e um frio que incomodava.


Chegamos ao estacionamento depois de pagar modestos 60 pesos por pessoa. Daí pegamos uma Van e subimos mais 1 ou 2 km e chegamos em um ponto de onde se vê o maravilhoso Glaciar Perito Moreno.


No caminho, antes de chegar ao estacionamento, já pudemos observar um pouco da grandiosidade do glaciar e a água azul do lago.


Embora distante do ponto em que estávamos, ele se demonstrava enorme mesmo. Sua estrutura em diversos tons de azul, seu som constante que pareciam trovões impunham respeito. Mais bonito ainda era quando se desprendia um pedaço do galciar e caia na água.


Eram pedaços de gelo do tamanho de uma mochila até pedaços do tamanho de um carro. O som que produziam essas quedas era maravilhoso, e depois os reflexos dele na água, submergindo após afundar nas águas do lago e pouco tempo depois, emergindo das profundezas. É algo maravilhos e impossíel de ser escrito em poucas linhas. Deve ser visto. Pelo menos tiramos muitas fotos.










Voltamos para a cidade e nos encontramos com os paulistas de novo e marcamos da jantar em uma parrilla que já havíamos conhecido na noite anterior. Lá tb descobrimos que, apesar de ser “tenedor livre” ou self service a vontade, para ser bem servido, tem que dar uma gorjeta para o churrasqueiro antes, caso contrário, como aconteceu comigo, ele fornece apenas pedaços ruins do churrasco.



No dia seguinte, seguiremos com um mesmo objetivo mas por trajetos diferentes. Os paulistas vão seguir para Bariloche via Ruta 40, e nós vamos dar uma longa volta porque nossas motos não são propícias para o rípio por mais 400 km ou mais.

Dia 14 – 15/jan/2009


Acordamos cedo pois queríamos chegar em El Calafate para conhecer os glaciares. Um rápido café da manhã, malas nas motos e seguimos viagem.

Como havíamos abastecido as motos logo ao chegar em Rio Gallegos, na noite anterior e termos rodado pouco mais de 30 km, resolvemos partir sem abastecer as motos e o tanque reserva. Uns 60 km depois de sair da cidade, encontramos uma barreira policial e fomos informados que o próximo abastecimento no caminho para El Calafate era a uns 160 km. Resultado, voltamos os 60 km, abastecemos as motos e ainda os 2 galões de 5 litros para levar de reserva.
Seguimos viagem, e pouco depois do posto policial, debaixo de um céu negro que anunciava chuva, começamos a pegar vento.


Já havíamos sido alertados sobre o vento, mas o que passamos a seguir foi algo inexplicável. Só passando por isso pra ver como é o vento de lá. Por muitas vezes, o forte vento vindo de frente não deixava que a moto alcançasse mais do que 60 km por hora, mesmo acelerando em marchas mais baixas. E algumas vezes, o vento mudava para a lateral e inclinava a moto muito, quase 45 graus, e a velocidade mal passava de 30 ou 40 km por hora.


Ainda, pra piorar, começou a chover. E chover muito. Ficou perfeito, muito frio, muito vento, muita chuva e longe de qualquer lugar. Passamos por um grupo de motociclistas que preferiram parar e esperar, e estavam atrás de uma Van que lhes dava cobertura contra o vento. Mas parados, só esperando, não chegaríamos a lugar nenhum. Seguimos vagarosamente, enfrentando as piores condições encontradas até agora.


E com sufoco e muito molhados chegamos a El Calafate. Paramos no primeiro posto e lá estava o paulista que já havíamos encontrado várias vezes com sua BMW. Ele nos contou que seus amigos preferiram esperar com suas XT660 atrás da Van, e ele, como nós, preferiu seguir em frente.

No posto, chorei pra conseguir um copinho de café por algo em torno de 5 reais, para ver se esquentava um pouco o corpo. E nessa espera no posto, chegaram mais 3 motos com placas do Alaska e de Minessota. Eram ingleses que haviam viajado de avião ao Alaska e lá alugaram umas motos e estavam viajando a 5 meses. Iriam completar o trajeto em Ushuaia.


Com a parada da chuva, cada parte do grupo seguiu seu caminho dentro da cidade em busca de acomodações. Depois de um pouco rodar e encontrar albergues feios ou cheios, nos deparamos com o Hostel Che Lagarto, de instalações novas e parecendo bem organizado. Conseguiram as camas 1 e 2 para nós e logo trocaram pelas 8 e 10 porque as anteriores estavam ocupadas.

Colocamos as malas na cama, para mostrar que está ocupada, como de costume, tomamos aquele banho e descemos ao pub do Hostel para conversar com os ingleses que estavam lá também.

Conversa vai, conversa vem, joguei sinuca com 3 irlandeses que mal falavam inglês e eu não entendia nada da língua deles e eles muito menos do meu português. E o Gú resolveu subir pra dormir cedo. Eu fiquei e fui entrar na internet pelo computador do Gú para entrar em contato com o pessoal via MSN e carregando algumas fotos. E quando resolvi subir pro quarto, as camas estavam todas ocupadas. Tinha uma mulher dormindo na minha cama e eu fiquei sem ter onde dormir.

Voltei para a recepção e relatei o fato, e a moça da recepção mandou que eu escolhesse o número 3 ou 5. Escolhi 3 e ela me disse que eu fora sorteado para a suíte. Brincadeiras a parte, ela me levou para um quarto separado, com banheiro próprio, banheira, TV, aquecedor e uma cama de casal. Tudo só pra mim. Fechei o dia com chave de ouro. Tudo que eu precisava para um bom descanço.

A cidade é um pouco cara, por ser turística. Tem gente de todo o mundo. Embaixo da beliche do Gú tinha um israelense, que ao sentir o cheiro de gasolina do reservatório extra logo falou. Por receio, resolvemos levar a gasolina pra longe do israelense.


Km dia: 305,40









quinta-feira, 21 de maio de 2009

Dia 13 – 14/jan/2009

Acordamos em Ushuaia e partimos para mais um trecho da viagem, onde repetiríamos pela primeira vez uma parte do caminho. Abastecemos logo na saída da cidade.


Um erro foi ter parado em Toulhoin para lanchar e não abastecer as motos. Pensamos que a gasolina ia durar até Rio Grande.


Daí a moto entrou na reserva e nada de chegar em Rio Grande. Quando faltavam apenas uns 10 km e já se via a cidade no horizonte, a Furiosa pediu água, ou melhor, gasolina. Zerou de combustível.

Só restou ao Gustavo percorrer esta distância e buscar um pouco de Nafta.


Passamos pela cidade, enchemos os tanques e seguimos. Entramos no Chile novamente. Aduanas e mais 120 km de rípio na volta. Não foi nada de mais pois já havíamos passado ali a pouco tempo e sabíamos o que vinha pela frente.


O rípio passou rápido e andamos mais até chegar em Rio Gallegos, junto com a noite. E com isso a velha história se repetiu. Fomos procurar abrigo já tarde da noite sem conhecer a cidade. E de fato, conhecemos pouco, porque turismo de madrugada e no frio não é o mais indicado para se conhecer uma cidade.


Mais uma vez encontramos acomodações que não eram uma primazia, parecia tudo limpo, mas os banheiros eram comunitários, e para muitos quartos.


Km dia: 591,80









sexta-feira, 27 de março de 2009

Dia 12 – 13/jan/2009









































Em Ushuaia resolvemos ficar por mais um dia para descansar e conhecer o lugar. Estávamos em um Hostel de nome Los Cormoranes, que o Gú já tinha conhecido a um tempo atrás em sua passagem pelo Ushuaia.






Nos passeios, fomos conhecer o Parque Nacional del Fin del Mundo, onde pegamos um bondinho até os glaciares, mas o gelo “eterno” ainda estava longe. O mais perto que chegamos até agora do gelo foram mais ou menos 1.200 metros. Muito legal a paisagem, deve ser ainda mais bonito no inverno.

Durante parte do dia, ficamos por conta de reparos nas motos, suporte de bagagens e troca de óleo da Boulevard.

Voltamos ao Hostel para um banho e uma integração com o pessoal do albergue. E essa é a vantagem de ficar em albergues, existe uma grande interação entre as pessoas.


No começo da noite, fomos passar as fotos da câmera para o notebook que o Gú levou, para que os MemoryCard das câmeras ficassem vazios para mais fotos. E como estávamos no Hostel, fomos para a área comum, onde em pouco tempo algumas pessoas se agruparam para ver as fotos e para contarmos histórias, que diga-se de passagem, todos tem. Mas só nós estávamos em motos.

Perto de nossa mesa, haviam 2 francesas, uma delas falava francês, inglês e espanhol, a outra falava inglês, francês espanhol e ainda português. 1 argentino que falava castelhano e inglês. 1 outro rapaz lá do norte da europa que falava a sua língua que não lembro qual era e arranhava no inglês. E pouco depois apareceram mais 3 argentinas de Buenos Aires que só falavam espanhol.

Com isso, pouco se entendia da conversa, era gente falando em várias línguas, mas foi muito bom. E isso durou até altas horas da madrugada, quando pude perceber que a noite no verão de Ushuaia é muito curta mesmo. Por volta das 23 horas ainda tinha claridade, e às 4 da madrugada, já se via as primeiras luzes do sol.